segunda-feira, 18 de março de 2013


Oração de Um Jovem Triste

Antônio Marcos

Eu tanto ouvia falar em ti
Por isso hoje estou aqui
Eu sempre tive tudo que eu quis
Mas te confesso não sou feliz
Calça apertada de cinturão
Toco guitarra faço canção
Mas quando eu tento me procurar
Eu não consigo me encontrar
Escondo o rosto com as mãos
E uma tristeza imensa
Me invade o coração
Já, já não sou capaz de amar
E a felicidade cansei de procurar
Ah! Ah!...
Por isso venho buscar em ti
O que não tenho o que perdi
Vestido em ouro te imaginei
E tão humilde te encontrei
Cabelos longos iguais aos meus
Tu és o Cristo, Filho de Deus
Tanta ternura em teu olhar
Tua presença me faz chorar
Eu ergo os olhos para o céu
E a luz do teu amor
Me deixa tão feliz
Se, se jamais acreditei
Perdoa-me, Senhor
Pois hoje te encontrei..



Vida de artista

O artista não sofre menos
apenas aprende a transcender
a dor que é de fato viver
em afrescos, sonetos ou piruetas

O artista é um viés da sociedade
anfíbio, subterrâneo, luminoso
um corte oblíquo de mil seres
sendo muitas vezes ele mesmo nem um

Queria mesmo é ser circense
voar alto no trapézio, andar na corda bamba!
- palhaço já sou, mesmo que à revelia...

Andreluz
3/3/13

Uma lição de vida


Uma lição de vida (Meir Schneider - 1987 – Editora Cultrix)
“Nenhuma doença é incurável!”,afirmou o fisioterapeuta Meir Schneider, depois de ter curado a si próprio da cegueira e auxiliado centenas de pessoas a se curarem dos mais variados e graves males, mesmo contra todos os diagnósticos, mesmo com pessoas com idade bastante avançada.
“A melhor coisa que você poderia fazer por mim foi curar-se”, disse-lhe sua avó, quando ele, ao cabo de anos de exercícios diários teve reformulada a declaração oficial de cego pelo governo de Israel. Ela foi a única pessoa da família a estimulá-lo a prosseguir com aqueles exercícios considerados inúteis por todos. Na verdade a família e médicos e professores insistiam com ele para que “aceitasse” a cegueira e parasse de lutar para ser vidente. Uma série de cirurgias ainda bem pequeno não ajudaram em nada. “Após cinco operações, meus cristalinos estavam quase totalmente destruídos”, diz ele ainda no início do livro.
Meir narra sua própria história, desde cedo conhecendo terapeutas não-oficiais, e de um punhado de pacientes que ele começa a tratar, de novos terapeutas (ex-pacientes) e de outros tantos que conhecem seu método de auto-cura, à medida que ele vem ganhando notoriedade, primeiro em Israel, depois nos Estados Unidos com o Center for Self-Healing. Hoje existem divulgadores/auxiliadores de auto-cura pelo mundo. A Associação Brasileira de Self-Healing tem despertado discussões com alguns setores da medicina –a exemplo de Meir que formou-se fisioterapeuta para escapar à perseguição-, mas prossegue disseminando as técnicas e colecionando casos de total recuperação.
O trabalho de Meir se baseou no método do dr. Willian Bates, oftalmologista americano, que observou a importância que a mente desempenha na visão: a estafa, física ou mental é a causa principal do problema nos olhos. Quando os olhos relaxam as células certas são usadas: portanto relaxar os olhos , o corpo, a mente, é o início da cura.
Na realidade é muito simples, os exercícios de palmeamento, (método Bates em anexo) movimentos de cabeça, relaxamento dos olhos, envolvem aspectos físicos de regeneração do próprio órgão, aspectos mentais da alocação de atenção e energia a esse sistema e fundamentalmente espiritual ao acessar o plano causal da vida capaz de condicionar e recondicionar a matéria. Difícil é convencer médicos fundamentalistas que tudo que a ciência médica sabe está longe de ser tudo. O próprio dr. Bates teve sua licença clínica cassada e foi perseguido.
É complicado falar em cura. Aliás os médicos classificam um tanto de doenças como incuráveis e só resta ao desafortunado, na melhor das hipóteses tomar remédios o resto da vida e geralmente viver menos a vida que lhe resta. Declarações de pessoas dizendo-se curadas dos males ditos incuráveis são vistos com desconfiança de charlatanismo ou autoengano. Mas são muitas as práticas leigas ou religiosas capazes de mobilizar a energia interior que os chineses chamam chi, os hindus prana, Reich chamou orgon. Nesta visão o corpo é conseqüência do espírito e todas minhas crenças e minha história estão envolvidos no estado de saúde deste corpo. Não posso mudar minha história, mas posso vivê-la de um plano de consciência mais alto onde erros e acertos tornam-se apenas conhecimento. Minhas crenças evoluem à medida que se amplia minha consciência quanto à minha participação e responsabilidade na tecitura da vida. Eu, espírito, mais limpo, mais claro, opero com mais desenvoltura no plano denso.
Meir é pouco teórico, “Uma lição de vida” não é um trabalho acadêmico e sua literatura também não é grande coisa. Os valores do livro estão no convencimento e na motivação de que: SIM, VOCÊ PODE! Ele vai além do dr. Bates ao ajudar pessoas a se curar não apenas os olhos, mas olhar a vida com novos olhos e curar-se de qualquer doença. Enxergar que vida é sinônimo de saúde. (Andreluz)

segunda-feira, 4 de março de 2013

Apresentações...

Caros Amigos!!!
Nós que estamos em tratamento, lançamos esse blog como um farol que nos ilumine a caminhada pelos labirintos da mente e da sociedade.
Este é um espaço de troca de experiências, construções e desconstruções do que vivemos e do que não nos permitem viver.
Esperamos que nossas intervenções sirvam para que cada um possa olhar-se e olhar seu próximo e estabalecer vínculos de mútuo proveito.
Acompanhe, participe. Você é importante para nós.